Luciano Hang, dono Havan, tentou coagir os funcionários de
sua rede de lojas e impor uma conduta ameaçadora e que acabou culminando em
assédio moral e a pratica foi comparada ao voto de cabresto, pratica utilizada
por coronéis. Foi o que considerou o Juiz do trabalho em Santa Catarina.
O despacho desta quarta-feira(3) que o empresário deixe de
realizar atos direcionados a seus empregados em apoio ao presidenciável do PSL
e a qualquer outro candidato
.
Segundo o juiz do Trabalho Carlos Alberto Pereira de Castro,
o empresário manteve uma “conduta flagrantemente amedrontadora” ao divulgar
vÃdeos e organizar eventos com funcionários em que declara seu voto no
candidato do PSL, e deixa claro que, caso ele não ganhe, o futuro da Havan e de
seus empregados estará em risco.
O magistrado compara a prática ao “voto de cabresto”, e diz
que, em função da relação de subordinação dos empregados e da sugestão de risco
aos seus empregos, Hang se imiscuiu na esfera de privacidade e intimidade dos
funcionários e fez “ameaças veladas”.
A decisão atende a um pedido do Ministério Público do
Trabalho, que informou ter recebido 47 denúncias de empregados que se disseram
constrangidos pelo patrão.
Além de divulgar vÃdeos em suas redes sociais, Hang promoveu
pelo menos dois “atos cÃvicos” nas dependências de lojas da Havan, que emprega
cerca de 15 mil pessoas em todo o paÃs.

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