O suplente de deputado Luciano Bivar, do PSL, multiplicou a
arrecadação desde as eleições de 2014: ele recebeu R$ 1,8 milhão da verba
eleitoral para o partido.
De acordo com dados levantados pela equipe de jornalistas da
Folha, o pernambucano Luciano Bivar, fundador do PSL, obteve repasses de R$ 1,8
milhão do partido, valor mais alto do que o total já arrecadado pelo candidato
a presidente —R$ 1,3 milhão.
A sigla partidária repassou oficialmente ao candidato a presidência
apenas R$ 334 mil, o que o deixa na condição de presidenciável que recebeu a
menor quantia de seu partido, depois de Cabo Daciolo (Patriota) e de Henrique
Meirelles, que banca toda a campanha sem apoio do MDB.
Os filhos do presidencial do PSL, que concorrem no Rio e em
São Paulo, não receberam recursos nacionais do partido e os votos que obtiverem
nos dois estados, são frutos da projeção nacional que o seu pai ganhou nos últimos
anos.
Bivar, 73 anos, é empresário e fundou o PSL nos anos 1990 com
o então senador Romeu Tuma.
Neste ano, o diretório de Pernambuco recebeu mais R$ 1
milhão que devem ser destinados a aliados locais de Bivar. A campanha dele é a
terceira mais cara do estado no momento, atrás do deputado Eduardo da Fonte e
do hoje suplente Fernando Monteiro, ambos do PP.
Em 2014, Bivar arrecadou apenas R$ 464 mil — outros R$ 181
mil foram pagos por seus filhos e pela sua empresa.
O teto de gastos para deputado é R$ 2,5 milhões. Em
comparação, os repasses mais altos a candidatos à Câmara dos partidos mais
ricos ficam na casa dos R$ 2 milhões, como os destinados a Aécio Neves (MG)
pelo PSDB.
O suplente de deputado afirma que recebeu mais verba porque
se comprometeu a financiar outras campanhas do estado com esses recursos.
Em sua prestação de
contas na Justiça Eleitoral, porém, aparecem repasses para outras cinco
candidaturas, somando R$ 233 mil. Ele afirma que mais desses repasses devem ser
computados no sistema.
“Estou repassando até para candidato a deputado federal do
meu próprio partido que concorre comigo”, diz.

Social