O pleito eleitoral que se aproxima vai ser o mais curto de
toda história.
Em outras épocas, as campanhas eleitorais já estavam indo para
as ruas e as conversas sobre as candidaturas movimentavam todos os setores.
Era comum, as conversas em bares, lanchonetes, feiras livres
e até em clubes sociais sobre os nomes que estavam se destacando para comandar
um município.
Esse ano, a legislação eleitoral engessou toda a
movimentação com um período mais curto de campanha, prejudicando quem não reúne
condições financeiras para divulgar o nome durante o pleito.
Para quem não tem como gastar e não vem ocupando cargos no
executivo e nem no legislativo, fica difícil concorrer à posição eletiva com
tempos tão curto, lutar contra a maquina administrativa, é uma luta injusta e inglória.
Aos que não tem o mínimo para investir numa campanha
eleitoral, como a de vereador, é impossível fazer uma boa votação e ser
destaque num pleito tão curto, aquele que reúne condições de poder gastar um
pouco mais, vão ser barrados, esse ano tem um limite destinado para os gastos.
O que fazer então, para concorrer em pé de igualdade, com os
afortunados e com aqueles que têm cargos eletivos e que iram para a renovação
de seus mandatos?
Uma ideia é fiscalizar os vereadores e aqueles que em algum
momento, agiram contra a vontade popular, a obrigação dos seus adversários é
usar os meios legais para denunciar a maneira de como o legislador ou executivo
agiu durante o mandato prejudicando os cidadãos na busca de suas conquistas de
dias melhores.
A sociedade não é obriga a se calar perante uma incompetência
de um representante, é obrigação de todos denunciarem o que acontece de errado
e fazer com que a informação, possa chegar a todos.
Com o advento da internet, hoje a população pode contar com
a informação rápida precisa como se fosse um grande veiculo de comunicação.
Dependendo da rede social usada, todos numa comunidade ficam
sabendo do que esta acontecendo no mesmo momento.
Vivemos numa sociedade aonde a democracia é cantada pelos quatro
cantos do país, mas que não é exercida em sua plenitude.
Ser uma nação democrática é não abrir mão e nem o direito de
questionar quem ocupa uma posição na qual foi eleito e contribuir com ideias e
opiniões, por isso o poder que emana do povo, tem que ser exercida com a
participação popular.
O eleito precisa ouvir os anseios populares e construir uma
sociedade mais justa e igualitária.
Numa democracia, não justifica um cidadão para manter em
cargos públicos viver da compra de votos, esmolas e segurar os privilégios de
um pequeno grupo em detrimento da própria sociedade.
Viver como democrata é buscar uma forma de governo, aonde
todos serão incluídos e não excluídos, mesmo os adversários, após o pleito,
todos terão que se unir para governar o município e pensar no bem de cada
cidadão que integra a comunidade.
Para aqueles que defendem a democracia, de forma limpa e
honrada, sejam bem vindos a grande festa democrática que vai acontecer em todo
o país no mês de outubro.
E aqueles que saírem consagrados nas urnas, que possa
governar com olhos de águias, unido situação e oposição, e que o povo seja o
grande privilegiado nas áreas prioritárias.

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